
Em alguns pontos de vista do sociólogo francês Dominique Wolton, sobre a internet, eu concordo:
"O mais importante na vida privada ou pública passa cada vez menos pela internet. Ontem, receber e-mails era um privilégio, quase um símbolo de poder. Hoje, é um fardo. Todo mundo passa o tempo enviando e-mails e perde um tempo louco baixando-os, fazendo a triagem e respondendo. A informação acessível tornou-se uma tirania. Para trabalhar seriamente, é preciso se desligar dessa facilidade tecnológica. O sonho, às vezes, vira pesadelo, ainda mais que, como todos sabem, as informações mais importantes do poder jamais são difundidas pela internet, mas pelo telefone ou de viva voz".
As tecnologias estão se desenvolvendo cada vez mais rápido do que a comunicação. Wolton não nega a importância das novas ferramentas, mas desconstrói a ilusão de que a internet possibilitará um conhecimento sem intermediários. Ao contrário do espaço de integração e pluralidade idealizado por alguns, vê um sério risco de segmentação: usuários isolados em suas ilhas, ou limitados a seus grupos de afinidades, incapazes de dialogar com valores diferentes dos seus.
Para comunicarmos,principalmente uma informação importante, um acontecimento, utilizamos o meio de comunicação mais rápido de todos os tempos a internet. É claro que para isso precisamos de um profissional que vai saber lidar com a “situação”, para que engraçadinhos não faça piadinhas de mal gosto ou até mesmo confundem a cabeça das pessoas...por isso é preciso de um intermediário.
Diz Wolton: A internet pode se transformar em um espaço onde todo mundo pensa a mesma coisa, pois cada um se fecha em sua comunidade. Mas se for regulamentada, poderá refletir o pluralismo da sociedade. Aconteceu o mesmo na história da política, da ciência ou da arte. A comunicação é um projeto político. Com a internet, corremos o risco de entrar no comunitarismo: as comunidades se prendem em suas próprias afinidades, sem dar atenção a outras possibilidades. A comunicação é uma ida e volta, é preciso negociar as diferenças.
Hoje em dia as pessoas passam a maior parte de seus tempos na frente de um computador, olhando seus e-mails,pesquisando algo, brincando ou até mesmo perturbando os outros com ações maliciosas. A internet tem lados positivos e negativos basta que seus usuários saibam utilizá-las.
E concordo com Wolton também com a questão de que nenhuma mídia irá perder a sua validade, a sua importância, pois cada uma desenvolve um importante papel em seus determinados “lugares".
Concordo com Pierre Levy nos seguintes pontos: O ciberespaço combina as vantagens dos dois sistemas anteriores. De fato, per¬mite, ao mesmo tempo, a reciprocidade na comunicação e a partilha de um contexto. Trata-se de comunicação conforme um dispositivo “todos para todos”. o ciberespaço abriga milhares de grupos de discussão (os news groups). O conjunto desses fóruns eletrônicos constitui a paisagem movediça das competências e das paixões, permitindo assim atingir outras pessoas, não com base no nome, no endereço geográfico ou na filiação institucional, mas segundo um mapa semântico ou subjetivo dos centros de interesse.
Essa interatividade do ciberespaço é interessante no seguinte ponto: Permite a interação de pessoas distantes com conforto e em tempo real, permite também estudar pela internet através do ensino à distância, entretenimento e a internet virou até santo casamenteiro com aqueles chats de namoro e bate papo. Devemos aproveitar da internet o que ela pode nos oferecer de bom do ponto de vista de cada um.
Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=587JDB005






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